Chegados aqui, o que fazer? O que fazer para, primeiro, evitar que o nome de uma empresa ou de um gestor esteja envolvido num escândalo e, segundo, que esse escândalo não chegue às redes sociais, onde se disseminará sem controlo?
A resposta é: Prevenção e Preparação.
Prevenir, que é o mesmo que dizer identificar, mapear e avaliar os riscos operacionais, jurídicos, reputacionais e financeiros que uma empresa possa ter; e preparar significa ter mecanismos de resposta às dúvidas dos diferentes stakeholders. São as empresas de consultoria especializadas em gestão da reputação que mais podem ajudar neste desiderato. Hoje, as principais consultoras a actuar nos diferentes mercados têm equipas formadas por quadros ligados à comunicação, à gestão empresarial, à gestão de capital humano, analistas de dados e juristas/advogados que asseguram uma análise 360º de qualquer situação que possa manchar a reputação de uma empresa ou de um gestor.
O mercado angolano está repleto de exemplos de empresas que na tentativa de reagir à quente a um escândalo nas redes sociais só pioraram a situação, fazendo com que esse escândalo ganhasse contornos ainda maiores.
Uma equipa de consultoria especializada em gestão da reputação e na relação com os média ajuda a construir um caminho com o objectivo de ter as melhores práticas de governação e práticas que sejam socialmente responsáveis, assim como o objectivo de criar uma imagem forte da empresa e dos seus gestores. Quem se previne, quem se prepara e quem trabalha esta componente verá que os estragos de uma crise reputacional serão sempre menores em relação àqueles que não o fazem. Integrar na estrutura de gestão da empresa essa equipa especializada permitirá que diante de um escândalo a empresa em causa tenha a oportunidade de contar a sua versão e, assim, recuperar a sua reputação.
Por: Quingila Hebo, director