Notícias CVA
7/10/2026
Vencedores do ENSA Arte 2026 juntam-se em exposição colectiva em Luanda

Pela primeira vez na história do prémio, os oito artistas distinguidos na XVIII edição expõem juntos novas obras, criadas depois do concurso. A mostra está patente no Instituto Guimarães Rosa até 16 de Outubro.

Os vencedores da XVIII edição do Prémio ENSA Arte reúnem-se numa exposição colectiva inédita, patente ao público até 16 de Outubro no Instituto Guimarães Rosa do Centro Cultural Brasil-Angola, em Luanda. Promovida pela ENSA – Seguros de Angola, Sociedade Aberta, a mostra apresenta novas obras desenvolvidas pelos artistas depois da distinção.

É a primeira vez que os oito artistas premiados na mesma edição se juntam numa exposição conjunta. A iniciativa partiu dos próprios: depois do reconhecimento alcançado no concurso, decidiram prosseguir as suas pesquisas e processos criativos num projecto colectivo. A exposição conta com a parceria da Embaixada de França, da AllianceFrançaise de Luanda e da Embaixada do Brasil.

Mais do que uma homenagem aos vencedores, a exposição quer ser um espaço de continuidade e de experimentação, em que a criação surge como resultado do diálogo entre diferentes sensibilidades, técnicas e perspectivas.

Para Mário Mota Lemos, da ENSA, a mostra revela a vitalidade da produção artística nacional e a singularidade de cada um dos artistas. “Se o ENSA Arte é o selo da qualidade, esta exposição colectiva é a prova de que a arte angolana pulsa e avança em diferentes direcções”, afirmou, sublinhando o compromisso da seguradora com a valorização da arte e dos artistas angolanos.

Os premiados de 2026

Os vencedores foram anunciados a 29 de Abril, em Luanda. Adriano João Gaspar conquistou o Grande Prémio de Pintura com a obra “Mujikulu”. Maiomona Vua foi o artista mais premiado da edição: venceu o Grande Prémio de Escultura com “Bocas Abertas, Protestos Sobre a Fome” e ficou em segundo lugar na Pintura, com “O Legado Cultural de uma Nação”. O segundo lugar na Escultura coube a Bernabé Alfredo, com “O Futuro”.

O júri atribuiu ainda menções honrosas a Wilson Oliveira, por “Pedaços da Minha Cidade”, e a Paulo Mayoca Simão, por “O que se Aprende Antes de se Entender”.

A grande novidade desta edição foi a estreia da categoria de Performance Artística, vencida por Domingos Miguel “Mussunda”, com “Currulo-Currulo”. A nova modalidade alarga o prémio a formas contemporâneas de expressão que cruzam o teatro, a música, a dança e as artes plásticas.

Os primeiros classificados receberam seis milhões de kwanzas e os segundos 3,5 milhões, além de uma viagem de intercâmbio artístico-cultural a França, no âmbito do Prémio Alliance Française.

De âmbito nacional e periodicidade bienal, o Prémio ENSA Arte destina-se a artistas e criadores de obras de escultura e pintura, e é uma das principais iniciativas de promoção das artes plásticas no país. A exposição colectiva dos vencedores marca, assim, um momento novo na sua história, ao reunir diferentes gerações de ideias, linguagens e processos criativos num mesmo espaço.